Encontrei-a finalmente, no meio da desarrumaçao que é o meu quarto, aquela caixa que me acompanha desde sempre. Há anos que nao pegava nela; nao sei se foi por medo ou por outra coisa. Será que ainda lá estavam?? «Duvido», pensei, afinal com a raiva do momento tinha as rasgado todas, tinha me passado.
Abri...pensando apenas encontrar recordaçõesboas, por poucas que tenham sido, algo tinha de estar lá. E estava, nao desenhos e laços como pensava, mas sim aquelas fotos. Afinal njão as tinha rasgado, vi aquele rosto estampado na primeira foto com um sorriso cínico que a caracterizava. Ao lado estava ele, sorri , aquela de caracois, pequena e com um olhar feliz era eu mesmo ao lado dele, com aquele olhar doce e paternal de sempre, como ele nunca tive sse abandonado aquele momento. Sabia que havia mais , muitas mais, como posso esquecer aquele ano em que tudo se virou. Continuei a ver, e de repente apareceub aquel foto, a temida, a ultima, o olhar doce dele desparecera, o sorriso também, apenas restara uma cara triste e adoentada e com a previsão do que ia acontecer. Sabia que apartir daquela foto, nunca mais iria aparecer.
Deitei um lagrima em seco fechei os olhos e lembrei me daquele terrivel dia, do ultimo olhar, do ultimo sorriso, da ultimo abraço, da ultima lágrima. Da afliçao , do medo, da ignoranciae da inocencia, como se nunca deixa sse aquele dia ha dez anos atrás.
abri os olhos , continuei a ver fotos, aquele verão que eu nao comprendia como é que ela era capaz de ir conosco, sorrindo e cantando. Era como se fosse hoje , aquela brisa de verao acalmava me e fazia ame pensar que fosse por eles, eles nao tinham culpae tal como eu precisavam de alegria. Ali estavam eles, naquela foto, ele com o ar brincalhao com sempre e ela com aquele sorriso igual a mae. Finalmente tinham acabado as fotos, ams por baixo das fotos estava aquela prenda que nunca foi entrague e sei bem porque..Aqueles jantares com ela, a importancia que ele lhe dava. Mas acho que era tempo de fechar e enterrar o passado. Fechei a caixa e voltei a abrir. tirei aquelas fotos que me prendiam como correntes ao passado, queimei as fotos nun acto de desespero. Guardei a caixa bem guardada, como joias ou segredos que nao devem ser descobertos. Deitei me, agrarrei me á almofada e chorei , duas lagrimas salgadas, limpei os olhos e com toda a força deitei a almofada á porta. Respirei fundo e liguei a telivisao para me destrair.... e quebrei aquele silencio com reclames parvos que passam.
Será que enterrei o passado , ou apenas fugi dele?