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Arquivo: Maio 2009

Brisa.

bewindah 26/05/2009 @ 22:10

Brisa, doce brisa que trazes contigo o cheiro a recordações, tu que juntas mil folhas e destrois mil enganos. Sim , tu que corrois a muralha imaginaria entre o meu passado e o meu presente. Queria-te de volta a acareciar os meus cabelos e a refrecar o meu corpo. Perciso de um pouco mais de ti, só mais um segundo que seja para poder voltar a sorrir e a sentir a necessidade de que eu exponha outra vez aquele olhar. Basta um sinal e prometo-te fidelidade eterna e uma procura sem fim, porque tu oh brisa temperamental, fazes recuos e avanços nos meus cabelos, mas provocas eterna saudade no meu complexo interior.

Consumida

bewindah 17/05/2009 @ 21:23

Um corpo dormente, cansado faz peso sobre uma cadeira já sem cor, uma lágrima faz um percursso descontrolado pela cara, acabando por cair numa perna. A mão segura a cabeça que teima em cair. Envolvido em calor os olhos entre abertos deslumbram a lareira em que o fogo consome a madeira, pedaço a pedaço. Os pensamentos estão perdidos e baralhados, os sentimentos trocados e as convicções mudadas. Quando a tristeza invade a alma, o corpo cede e destroi o coração.

Um estalito da lareira desperta os olhos vermelhos e já com dor visivel neles, engole, para, pensa e segue em frente. Porque o corpo parou e sentiu mas a vida nao para nem espera por ele.
A vida aguenta-se sempre, mas o corpo tem um fim!