Consumida
Um corpo dormente, cansado faz peso sobre uma cadeira já sem cor, uma lágrima faz um percursso descontrolado pela cara, acabando por cair numa perna. A mão segura a cabeça que teima em cair. Envolvido em calor os olhos entre abertos deslumbram a lareira em que o fogo consome a madeira, pedaço a pedaço. Os pensamentos estão perdidos e baralhados, os sentimentos trocados e as convicções mudadas. Quando a tristeza invade a alma, o corpo cede e destroi o coração.
Um estalito da lareira desperta os olhos vermelhos e já com dor visivel neles, engole, para, pensa e segue em frente. Porque o corpo parou e sentiu mas a vida nao para nem espera por ele.
A vida aguenta-se sempre, mas o corpo tem um fim!

Do Melhor
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